Idoso, benção de Deus
De fato, as Sagradas Escrituras conservam uma visão muito positiva sobre o valor da vida. O ser humano permanece sempre criado à “imagem de Deus” (cf Gn 1, 26), e cada idade possui a sua beleza a missão. Mais, a idade avançada encontra na palavra de Deus uma grande consideração, a tal ponto que uma vida longa é vista como evidente sinal da benção de Deus ( cf. Gn 11, 10-32).
Além disso, muitas pessoas idosas são chamadas por Deus como instrumentos de seu projeto de amor. É o caso de Abraão e Sara (cf Gn 21), de Moisés e Aarão (cf. Ex 7,7) de Eleazar (cf Mac 6, 18-31). É o caso também de Isabel e Zacarias, pais de João Batista (cf. Lc 1,5-25.39-79); do velho Simeão, que acolhe o menino Jesus no Tempo (Lc2, 2ss) da profetisa Ana, que também teve a alegria de ver e “falar do Menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém” (Lc 2, 28). Ancião é Nicodemos, estimado membro do Sinédrio, e que se torna discípulo de Jesus (cf Jo 3, 1-21; 19, 38-40).
Assim, o poder de Deus pode revelar-se em qualquer idade, mesmo quando marcada por limitações e dificuldades. Aliás, já no Antigo Testamento, a estima pelo ancião transforma-se em lei: “Levanta-te diante de uma cabeça branca e honra o ancião. Teme o teu Deus” (Lv 19,32). Essa ordem torna-se particularmente grave quando se trata dos pais: “Honra teu pai e tua mãe, para que vivas longos anos na terra que o Senhor teu Deus te dará”. (Ex 20,12). Assim, o filho que usa de brutalidade com seu pai ou sua mãe “é um filho desonrado e infame” (Pv 19, 26). “Escuta teu pai, que te gerou e não desprezes tua mãe envelhecida” (Pv 23,22).
Naturalmente, a mesma Bíblia impõe aos pais um grave dever: “E vós, pais, não provoqueis revolta nos vossos filhos; antes, educai-os com uma pedagogia inspirada no Senhor” (Ef6,4).
Nossos pais contaram
A velhice também é vista na Bíblia como a idade madura, como sinônimo de maturidade. Por isso, anciãos desempenhavam no meio do povo uma função de direção e aconselhamento. Seus cabelos brancos não devem ser motivo de risos, mas de respeito: “Orgulho dos jovens é seu vigor, como os cabelos brancos são a honra dos anciãos” (Pv 20, 29).
Os anciãos tornam-se assim, memória da história do povo de Deus: “Deus, ouvimos com nossos ouvidos, os nossos pais nos contaram os feitos que realizaste nos tempos deles, nos tempos antigos, com tua mão! (Sl 44,2). A história dos patriarcas é particularmente eloqüente a esse propósito. Quando Moisés vive a experiência da sarça ardente, Deus apresenta-se-lhe da seguinte forma: “Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó” (Ex 3,6). Dessa forma, o filho, o jovem, recebe como herança, a fé em Deus, precisamente por meio dos pais, dos anciãos.
A velhice, portanto, à luz da Bíblia, apresenta-se como “tempo favorável" para levar a bom termo a aventura humana, e faz parte do desígnio divino a respeito de cada ser humano como tempo no qual tudo converge, para que ele possa compreender melhor o sentido da vida e alcançar a “sabedoria do coração”.
Assim, o Deus da Bíblia não se deixa medir por critérios de idade. Para Ele, a velhice não é tempo em que a vida se recolhe e já não pode dar frutos visíveis e maduros. Para ele, a velhice não é impedimento para nada. Ela não é o apagar da vida, da beleza e do amor. Não significa o fim das perspectivas de prazer, de alegria e de fecundidade. Pelo contrário, Deus mesmo escolheu tantos anciãos e anciãs para neles fazer acontecer uma fecundidade muito mais profunda, para fazer ressoar no mundo, a partir deles, revelações profundamente revolucionárias.
Dom Dimas Lara Barbosa
Fonte: Mundo Jovem (fev 2003)
O Fanstasma do Alzheimer
A doença do Alzheimer é degenerativa, progressiva e incurável que afeta o cérebro comprometendo grande parte de suas funções. Denominada antigamente como "caduquice ou esclerose" o Alzheimer é uma demência que atinge um grande número de pessoas, sendo sua maior incidência a partir dos 60 anos apesar de estudos atuais comprovarem casos surgidos na faixa etária dos 40 anos.
Podemos dizer que 80% de pacientes portadores de Alzheimer são tratados em seus domicílios e isto faz crer da importância da preparação, conhecimento da doença e orientação da família nas questões relativas aos cuidados e gerenciamento desses pacientes.
Os sintomas mais comuns que sinalizam a doença são os seguintes:
- Perda gradual da memória
- Declínio no desempenho das tarefas cotidianas
- Diminuição do senso crítico
- Desorientação têmporo-espacial
- Mudança de personalidade
- Síndrome verborrágica de repetição
- Dificuldade no aprendizado e na área de comunicação
O grau de comprometimento varia de paciente para paciente e também de acordo com o tempo de evolucão da doença que no seu estágio adiantado torna o paciente totalmente dependente de cuidados.
Já existem testes e técnicas avançadas de mapeamento cerebral para ajudar num diagnóstico mais preciso.
Amor, paciência e dedicação dos familiares e cuidadores são imprescindíveis nestes casos.
"Cuida daqueles que cuidaram de ti, pois mais tarde a situação pode ser inversa"
Saiba Envelhecer
Não se desespere de sa juventude se ai. Envelhecer é o destino de todos nós que cumprimos nossa jornada na terra. Tudo tem sua hora e seu tempo. Agradeça a Deus por estar vivo e pela oportunidade de aperfeiçoamento. A consciência divina é tão sábia que vai moldando os seres à medida que envelhecem. Tudo tem que seguir em frente e você não deve ficar para trás.
Cada época, cada idade, tem sua ilusão e sua magia. Com o passar dos anos, você encontrará tanta felicidade em seu caminho, que sentirá prazer em envelhecer.
Iran Ibrain Jacob
Fortaleça sua memória
1) Seja otimista
2) procure um motivo para prestar atenção
3) Use seus sentidos
4) Repita
5) Estabeleça um padrão
6) Faça sínteses e resumos
7) Use a imaginação
8) Associe e recorra ao que é fora do comum, engraçado e absurdo
9) Anote
10) Memorize
O Fantasma do Alzheimer - Que doença é essa?
A demência de Alzheimer também conhecida como Demência Senil tipo Alzheimer e popularmente denominada como "caduquice, esclerose lelé da cuca etc." é uma doença neuro vegetativa que acomente neurônios de regiões cerebrais. A notícia dessa doença abala qualquer família e nem sempre ela está preparada para enfrentar com responsabilidade a sobrecarga que é cuidar de um portador dessa doença incurável e progressiva.
O diagnóstico precoce é fundamental e alguns sinais podem servir de alerta na busca de um profissional. O primeiro sinal é a perda da memória recente e a dificuldade de memorizar novas informações. A atenção concentrada vai desaparecendo e o paciente fica dispersivo e tem dificuldade de acompanhar o discurso do interlocutor pela incapacidade de concentração.
A percepção espacial também fica comprometida e é comum o paciente perder-se, ou não identificar onde está. Há também perdas de habilidades motoras (vestir-se, cozinhar, dirigir, lidar com dinheiro). Surgem problemas de comportamento e confusão mental. Os distúrbios cognitivos começam leves e vão se agravando com o prosseguir da doença. É comum no idoso dificuldades de memorização como sinais normais de envelhecimento e lapsos de memória fazem parte desse cotidiano pela atrofia de certas regiões cerebrais. Quando isso ocorre com mais freqüência e afetam a função cognitiva, fala e concentração já se trata de um estágio intermediário da doença.
Os sintomas aparecem no início com pequenos esquecimentos, aceito pela família como parte normal do envelhecimento, mas dia a dia vão se agravando quando o idoso torna-se confuso, agressivo, com alterações de comportamento e passam a não reconhecer seus familiares.
Com a evolução da doença, aumenta sua dependência e necessidade de ajuda pois já nessa faze apresenta dificuldaes de AVD (atividades comuns na vida diária). Na fase inicial notamos freqüentes distrações, dificuldades para lembrar nomes ou palavras, esquecimento crescente, desorientação, lapsos e redução das atividades sociais dentro e fora da casa. Estes sintomas vão se agravando, tornando o doente incapaz para o convívio social autômato e há uma perda do controle urinário e esfincteriano. A fala diminui e torna-se monossilábica, há delírios e devaneios, a marcha fica comprometida pelo enrijecimento das articulações e a alimentação é feita por sonda pela dificuldade de engolir.
Testes de avaliação neuropsicológica podem mapear os vários aspectos da mente humana, facilitando um diagnóstico preciso.
Estudo relaciona mal de Alzheimer à solidão
Risco de desenvolver a doença dobra entre os solitários
Pessoas solitárias têm duas vezes mais risco de desenvoler o mal de Alzheimer, sugere um estudo feito nos EUA com mais 800 idosos ao longo de quatro anos. Cientistas já haviam relacionado o isolamento social à demência, mas é a primeira vez que especialistas estudam em detalhe como as pessoas solitárias realmente se sentem.
Em estudo publicado na "Archives of General Psychiatry", Robert Wilson e sua equipe investigaram como os participantes do estudo se sentiam em relação ao fato de serem solitárias. Eles concluíram que a solidão não tem apenas um impacto psicológico nas pessoas, mas também físico.
A pesquisa revelou que o risco de desenvolver Alzheimer aumentava quanto maior fosse a sensação de solidão. Mas quando as pessoas revelavam integrar uma rede social mínima, as alterações não eram significativas. Ainda assim, frisaram os cientistas, não há uma asociação direta entre a solidão e a patologia cerebral responsável pelo mal de Alzheimer.
Segundo os especialistas, a solidão pode afetar os sistemas do cérebro responsável pela cognição e memória, tornando as pessoas solitárias mais vulneráveis a declínios neuronais relacionados ao envelhecimento. Para Wilson, é preciso ir além do estudo tradicional da neuropatologia.
- Achei particularmente interessante o fato de a perepção de solidão, mais do que o verdadeiro grau de isolamento social, estar relacionado ao aumento do risco de Alzheimer - afirmou Rebecca Wood, especialista em Alzheimer.
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